Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

...

raphaela @ 00:02

Estava fuçando nas minhas coisas e encontrei dois artigos que fiz pra faculdade ano passado...Acho que vale apena publica-los...vejam o que acham!

Comunistas ou revolucionários 

            Enquanto pessoas hipócritas deterem o poder a luta sempre será em vão. Séculos se passam, valores e intenções vão se perdendo.

            Comunistas ou não, revolucionários talvez.Muitos já tentaram mudar a historia. Nomes que deixaram marcas; mortos por aqueles que pregaram as maiores e mais imperdoáveis farsas.

            Montados em uma motocicleta, ou exilados de seu país.Jovens em busca de liberdade, que nem sempre se relaciona com igualdade.

Em um continente onde a corrupção é perdoável, o crescimento e desenvolvimento só chegam aos que convém.Esses mesmos, que desviam as verbas públicas para suas contas “particulares”, que violam o sigilo de um humilde caseiro e ainda ganham elogios da autoridade suprema, o presidente.

            Se ainda existissem jovens corajosos como Ernesto Che Guevara e Alberto Granado, dispostos a ajudar e mudar a vida de pessoas desfavorecidas, talvez tudo fosse diferente.Questiono ainda, se os mesmos não estivessem existidos, será que uma jovem como eu, estaria aqui a criticar nosso governo.Se este artigo fosse encontrado há 36 anos atrás, é bem provável que eu não estivesse mais aqui para prestigiá-lo.

Famílias destruídas, infâncias perdidas, assim como Mauro, personagem do filme O ano em que meus pais saíram de férias, dezenas de crianças tiveram suas vidas modificadas pela ditadura militar.

            Um ponto comum entre o filme e os dias atuais, é que durante período de copa, todos problemas do país passam quase que por despercebidos.Como neste ano, em que o Brasil perdeu o campeonato e a credibilidade em vários aspectos.

            Assim como Mauro aguardou o retorno de seus pais e Ernesto lutou pela igualdade, milhares de pessoas esperam um país melhor com muito mais igualdade, porém, igualdade é algo relativo, acho que o melhor termo a ser aqui utilizado é honestidade.Todos esperamos um país honesto e leal, onde não teremos que nos deparar com notícias escrúpulos ao ligar a TV ou ler o jornal.

Seria mais dia um qualquer 

            Hoje, um dia comum, acordei de manhã para trabalhar, escutei meu santo programa de todos os dias, seria mais um dia qualquer, se não pela notícia transmitida pelo radialista. A multinacional farmacêutica Pfizer decidiu cancelar os testes clínicos de um novo produto para o colesterol, que deveria substituir o medicamento "Lipitor”.O motivo, 82 pessoas mortas.

            Todos os dias pessoas sem condições sócio econômicas, que possuem um tipo de doença grave se submetem aos famosos testes farmacêuticos a fim de solucionar seus problemas.Sem imaginar, que na verdade não passam de cobaias humanas e correm riscos de morte, muitas vezes assinam seu atestado de óbito involuntariamente.

            Pura coincidência, ou realidade?O filme O Jardineiro Fiel, solicitado pelo professor para um artigo, trata exatamente do mesmo assunto.Passei então a refletir, como um problema que envolve tantas pessoas e tantas situações não chega, na maioria das vezes, ao nosso alcance?

            Governo e autoridades bloqueiam esse tipo de informação a população?Ou o povo que é desinformado e não se interessa por este tipo de assunto?

           Um caso como este envolve uma série de fatores.Pessoas morrem e ninguém se dá conta. Quem sabe?A empresa, as autoridades e é claro o governo.Porque não divulgam?Por traz de tudo isso há sempre um interesse econômico, e quem tenta desvendar este mistério pode acabar por morrer, como a personagem do filme, Tessa, brutalmente assassinada quando decide investigar sobre uma gananciosa empresa farmacêutica e seus feitos.

         O que fico a perguntar é como pessoas pensam em um crescimento através de injustiças como estas, se tornando hipócritas e desumanas.O crescimento econômico do país?O aumento na taxa de empregos?Será que vale mesmo a pena?Será que o pobre funcionário sabe que esta sendo cúmplice de uma “gangue”, se assim posso dizer?

           Em um país pobre e desfavorecido como a África, onde se passa o filme, é muito mais fácil driblar a população, mas no Brasil, um país de 3ª mundo, como podemos nos submeter a esse tipo de noticiário em silêncio?

         Inconformada sim, ingênua nunca!Se pessoas se submetessem a bater de frente as grandes e cínicas autoridades, o crescimento econômico do país se daria de uma forma muito mais justa e verdadeira.

     

Não há Comentários »

Deixar um Comentário


<a href> <em> <blockquote> <strong> <cite> <code> <ul> <li> <dl> <dt> <dd>